NR-01 • Prevenção

Como elaborar um plano de ação para riscos psicossociais

Transforme a avaliação em medidas concretas, com prioridades, responsáveis, prazos e verificação de resultados.

Atualizado em 20/08/2026Leitura de 7 minutos
O plano precisa produzir mudança.Registrar uma ação sem definir responsável, prazo, acompanhamento e aferição de resultado enfraquece a gestão e dificulta demonstrar sua eficácia.

O Plano de Ação é um dos documentos mínimos do PGR. Ele reúne medidas novas e ações que precisam ser mantidas, sempre ligadas aos riscos identificados e às prioridades definidas.

Elementos essenciais do plano

ElementoO que registrar
Risco e origemFator identificado e condição de trabalho relacionada.
MedidaAção de eliminação, redução ou controle proposta.
ResponsávelPessoa ou área encarregada da execução.
PrazoData compatível com a prioridade do risco.
AcompanhamentoComo o avanço da medida será verificado.
ResultadoIndicador ou critério para avaliar eficácia.

Priorize mudanças na organização do trabalho

Para riscos psicossociais, ações centradas apenas no indivíduo podem não alcançar a fonte do problema. Medidas efetivas podem envolver redistribuição de demandas, revisão de metas, melhoria de suporte, clareza de papéis, canais contra assédio, dimensionamento de equipes e mudanças em jornadas ou processos.

Ação estrutural

Intervém na fonte ou na forma como o trabalho é organizado.

Ação de suporte

Complementa a prevenção, mas não substitui o controle do fator ocupacional.

Passo a passo para construir o plano

Relacione riscos e prioridades

Comece pelos fatores classificados como mais relevantes.

Discuta soluções possíveis

Inclua áreas responsáveis e trabalhadores afetados na construção das medidas.

Defina entregas verificáveis

Evite descrições genéricas como “melhorar o clima”.

Estabeleça cronograma

Registre prazos intermediários quando a ação for complexa.

Acompanhe implantação

Documente avanços, atrasos, justificativas e ajustes.

Avalie a eficácia

Compare condições antes e depois e revise ações ineficazes.

Exemplos de medidas mais objetivas

  • Revisar distribuição de tarefas e limites de carga entre funções;
  • estabelecer critérios transparentes e alcançáveis para metas;
  • definir fluxo de apoio para situações críticas e picos de demanda;
  • capacitar lideranças e criar responsabilização sobre condutas;
  • implantar procedimento de prevenção e tratamento de assédio;
  • rever jornadas, pausas e cobertura de ausências;
  • acompanhar periodicamente os grupos e condições avaliadas.

“Realizar palestra” raramente é suficiente

Capacitação pode integrar o plano, mas precisa estar ligada a mudanças organizacionais, procedimentos, responsabilidades e acompanhamento.

Quer transformar a avaliação em ações práticas?

A SOL apoia a priorização, estruturação e acompanhamento do plano de ação integrado ao PGR.

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