
Primeiros passos após o embargo
Identifique exatamente a obra, frente, atividade ou área abrangida e impeça o prosseguimento não autorizado.
Separe cada condição de grave e iminente risco e as providências indicadas pela fiscalização.
Atividades necessárias para eliminar o risco também precisam ser planejadas, autorizadas e executadas com segurança.
Associe prazo, responsável técnico, projeto, registro fotográfico, laudo ou documento a cada medida.
Que correções podem ser exigidas?
O conteúdo depende do risco constatado. Em obras, situações frequentes envolvem proteção contra quedas, escavações, andaimes, instalações elétricas, máquinas, acessos, escoramentos, organização do canteiro e capacitação. O relatório técnico é o ponto de partida — não uma lista genérica da internet.
Projeto e execução precisam coincidir
Quando a medida exige projeto, cálculo, laudo ou memória técnica, o documento deve refletir o sistema realmente instalado. Uma solução apenas documental não elimina o risco no campo.
Como protocolar o pedido?
Depois de adotar as medidas indicadas, cabe ao empregador requerer o levantamento. A Portaria MTP nº 672 orienta o peticionamento eletrônico no SEI, no tipo de processo “Fiscalização do Trabalho: Termo de Embargo/Interdição”, com a unidade federativa do local.
O requerimento deve informar o número do termo, identificar a obra ou objeto da medida e descrever as providências adotadas. Anexos organizados podem facilitar a conferência: relatório de atendimento, fotos datadas, projetos, ARTs, certificados, inspeções e outros elementos pertinentes.
O que acontece depois?
Recebido o pedido, a chefia da área de Segurança e Saúde no Trabalho providencia nova inspeção para verificar as medidas. O protocolo não autoriza a retomada automática. A obra permanece sujeita ao embargo até a decisão competente.
A norma administrativa prevê prazo para a inspeção, mas situações que dependem de análise prévia de projeto, cálculo, laudo ou outro documento seguem a regra específica da Portaria.
O que costuma atrasar a suspensão?
- pedido apresentado antes de concluir as correções;
- evidências sem relação clara com os itens do relatório;
- projeto diferente do sistema instalado;
- fotos sem contexto, data ou localização;
- medida improvisada que transfere o risco para outra etapa;
- retomada prematura da atividade embargada;
- falta de responsável para acompanhar a reinspeção e apresentar os sistemas.
Como uma consultoria técnica pode ajudar?
A equipe pode interpretar o relatório, inspecionar a obra, priorizar riscos, desenvolver projetos de proteção coletiva e linha de vida, acompanhar a implantação e montar o dossiê técnico. A decisão de suspender o embargo, porém, é da autoridade competente.
Sua obra foi embargada?
A SOL atua com suspensão de embargo em obras e com perícias em diferentes setores, atendendo Franca, Ribeirão Preto, Campinas, Rifaina e todo o interior de São Paulo.
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